A quem devo recorrer???? | Victoria Medicina

Dicas de saúde

A quem devo recorrer????

ENDOCRINOLOGIA, ORTOMOLECULAR, MEDICINA PREVENTIVA FUNCIONAL / INTEGRADA / CIÊNCIA DA LONGEVIDADE HUMANA, NUTROLOGIA, CLINICO GERAL, HOMEOPATIA.

São tantas especialidades que os clientes atualmente ficam perdidos, não sabendo qual o melhor profissional para acompanhar a sua saúde. Então, vou contar para vocês a minha experiência , já que passei individualmente por todas essas especialidades!
Aqui no Brasil, as universidades formam o médico para fazer diagnósticos e tratar doenças (com remédios.).

Existem protocolos para isso, uma sequência que passa pela história clínica, exame físico, exames laboratoriais e de imagem (se necessários!), concluindo uma patologia e o seu tratamento. Saindo da faculdade, somos todos clínicos gerais.

Na residência ou pós graduação, escolhemos a área especifica de atuação. No meu caso, fiz 2 anos de Clinica Médica e mais 2 anos de Endocrinologia. Essas especialidades seguem a mesma linha de aprendizado, diagnóstico e tratamento das doenças de maneira objetiva, com resultados de exames complementares.
Claro que a quantidade de novas informações impressiona, nos sentimos aptos e capazes de resolver muitas questões, muitas doenças, mas eu ainda me sentia limitada diante alguns resultados. Por mais que eu seguisse à risca todos os protocolos e conseguisse alcançar os resultados esperados em exames complementares com a dose adequada das medicações, muitos pacientes ainda retornavam com queixas subjetivas muito importantes como desânimo, fadiga, mal estar, alterações do sono, baixa libido, alterações do humor, dificuldade na perda de peso... e essas alterações não eram justificadas pelos exames “normais”!!!!!


Preciso procurar alguma alternativa, pensei. Deve haver alguma avaliação individualizada que me esclareça a persistência desses sintomas já que o tratamento está adequado e justificado laboratorialmente.
Fiz 3 anos de Homeopatia e conheci uma nova medicina. Entrei em contato com a física quântica e descobri uma farmacocinética e farmacodinâmica que ninguém nunca havia me apresentado antes! Uma nova abordagem ao paciente, novos “remédios” não sintéticos / não químicos e resultados surpreendentes!

Mas a Homeopatia tem sua indicação precisa. Não substitui a alopatia mas podem caminhar juntas. Mas no meu caso, que escolhi a Endocrinologia, os hormônios, ainda me senti limitada na atuação da homeopatia para a minha realidade clinica. Precisaria descobrir algo mais... 


Foi quando em 2008 fui apresentada ao Anti-aging, infeliz nomenclatura americana que na nossa tradução passou a ser entendida como anti-envelhecimento e erroneamente associada a estética e afins. Mas para os americanos, anti = diferente (envelhecer diferente), e não “evitar o envelhecimento” ou simplesmente “não envelhecer”.

Daí já começou a confusão e a falta de credibilidade da especialidade sem ao menos conhecê-la. Insisti e fiz 2 anos dessa especialidade, hoje também conhecida como Modulação Hormonal, Medicina Integrativa, Medicina Preventiva Funcional... todos esses nomes porque mesmo depois de ter sido apresentada ao CFM – Conselho Federal de Medicina- essa especialidade já presente e reconhecida em vários países do mundo, aqui no Brasil ainda não foi reconhecida.


E o que eu de fato eu aprendi nesses dois anos com a Medicina Preventiva Funcional?
Que cada ser humano tem a sua individualidade funcional e metabólica. Que não é preciso esperar que a doença seja formalmente diagnosticada se o corpo já apresenta todos os sintomas que confirmam uma alteração de funcionamento do organismo mesmo antes dos exames complementares estarem alterados. Que sintomas subjetivos como cansaço, fadiga, alterações do humor, alterações do sono, obesidade... nem sempre são confirmados por exames convencionais, que doenças auto imunes se manifestam de maneira diferente em cada pessoa e não é possível que um único protocolo de tratamento se adeque a todos sem distinção. Descobri que existe uma infinidade de exames complementares que nos ajudam a identificar qualidade de funcionamento metabólico como a bioimpedância, avaliação de intolerância alimentar, aprendi que tem situações que podemos avaliar melhor os hormônios na saliva.

 

Aprendi que os valores “normais” de referência dos laboratórios estão muito aquém de uma real avaliação da saúde. 
A nutrologia nos ensina a reação que cada alimento promove no metabolismo, o que escolhemos para comer tem uma importância fundamental na vida de cada um e os alimentos não se classificam apenas pela caloria, existem vários índices a serem avaliados em cada alteração metabólica encontrada. Aprendi que existem infinitas possibilidades de prevenir doenças que vai muito além de exercícios diários e boa alimentação. 
Aprendi que nem todo tratamento necessita de remédios sintéticos, que existem hormônios bioidênticos transdérmicos, que existe a nanotecnologia aplicada a farmácia potencializando as nossas medicações.
E infelizmente descobri que a maior dificuldade da atuação dessa Medicina definitivamente no Brasil passa pelo impedimento da Industria Alimentícia e Farmacêutica junto a ANVISA. Descobri que o interesse político e econômico tem um poder incalculável.
E por ter passado por todas essas experiências, ter acesso a todas essas informações, ter investido “pesado” financeiramente em conhecimento, ter e estar me dedicado plenamente a essa escolha, posso compreender a dificuldade dos médicos de formação clássica e conservadora em absorver todas essas mudanças de conceito, abordagem e tratamento, sem terem tido a oportunidade de ter contato com essa experiência.


Não encaro a Medicina Preventiva Funcional como uma especialidade médica , e sim uma abordagem mais individualizada, respeitando na íntegra a fisiologia humana em qualquer área de atuação. Esse foco na prevenção veio para melhorar a atuação médica como um todo, seja na prática clínica ou cirúrgica. Acredito que o que deveria ser reformulado são as grades curriculares das universidades, a base da educação. Mas infelizmente como não tivemos acesso a ela, temos que atualizar após formados.
No inicio, confesso que o sentimento é de frustração! Anos e anos estudando sem NUNCA ter ouvido falar nessa realidade que vivo hoje. Como se o tempo tivesse sido perdido. Mas hoje, compreendo perfeitamente que cada passo foi necessário para que eu estivesse aqui hoje, realizada, entusiasmada e motivada a estudar e aprender sempre mais.
Me sinto cada dia mais forte e confiante para ouvir todas as criticas e comentários daqueles que não tem o menor conhecimento do que falam.

E acredito no tempo... nada como o tempo para as respostas e resultados responderem por si mesmos!
 

Não julgo o endócrino que trata Hashimoto apenas com T4, sem alertar os cuidados da alimentação e a predisposição de surgimentos de outras doenças auto imunes, sem suplementação de minerais e vitaminas, não julgo os endócrinos que tratam obesidade com antidepressivos, nem os que tratam insônia com ansiolíticos. Gosto muito de debates e questionamentos, de ouvir novas opiniões, aprendo muito com isso, mas gostaria de manter um diálogo com troca de informações e esclarecimentos com argumentos coerentes, baseado na fisiologia humana e em bons resultados.

Keila Motta
Endocrinologia
CRM 5270296-0 RJ
12574 ES

 


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